Postagens

Mostrando postagens de outubro, 2015

Quem foi que disse que ter memória é algo bom?

Hoje tocou uma música que há tempos eu não ouvia, na verdade eu não queria ouvir. Hoje tocou uma música que antes me trazia lembranças boas, uma melodia mansa, uma letra gostosa e uma dança colada em cima da cama. Hoje tocou uma música que já não me traz essas doces lembranças, só ataca meu coração e faz sofrer, só traz à tona o que a memória insiste em gravar e que a alma quer tanto apagar, sem sucesso nenhum. Hoje, como há 2 anos e pouco atrás, a música tocou e me jogou no chão, sem nenhuma defesa. Tocou e se tornou um eco constante e infinito antes que eu conseguisse excluir a música. “Jeninha, onde é que tu tá? Quando é que tu vens?”

Então eu surtei...

Então eu surtei... Aos 24 anos eu surtei. Nesses 24 anos eu tropecei diversas vezes, cai no chão mais um tanto e devo ter tido umas 3 ou 4 quedas dessas que dão a sensação de não conseguir levantar mais, o ar simplesmente sumiu. Mas duas dessas quedas de cara no chão sem apoio nenhum tiveram uma proporção tão grande que mudaram o rumo da vida. A primeira, aos 11 anos, quando meus pais se separaram e eu recebi a notícia que mudaria de estado e deixaria para trás a vida perfeita que eu tinha, os amigos, a família...tudo! A esperança que nada fosse mudar era absoluta... Aaah crianças, tão ingênuas que dá vontade de voltar a ser. Tudo mudou, nada ficou como antes. As amizades foram se perdendo, as festas de famílias, os planos e os detalhes da vida de cada parente. Os abraços e beijos que antes eram comuns, quase que passavam despercebidos, agora fazem uma falta indescritível. A outra queda de quebras ossos e dentes foi agora, aos 24. Vinte e quarto... vinte e quatro, que idade ma...
Tentando pela segunda vez... tentando novamente colocar numa tela branca as coisas que insistem em transitar compulsivamente pela minha massa cinzenta. Jogando ao vento meus pensamentos soltos para serem, com muita sorte, traduzidos em palavras. E lá vamos nós... de novo.