As dores de 2025...
A sensação que tenho é que dois anos aconteceram em 2025. Ou que vivi duas vidas nesse ano.
Não que os primeiros trimestres tenham sido só flores, mas é que a segunda quinzena de setembro me quebrou, a primeira quinzena de outubro me desesperou e de lá para cá, parece que eu só estou tentando me equilibrar para não cair.
Seria cômico se não fosse trágico o fato de que no mesmo mês que consegui alcançar um objetivo profissional, minha vida pessoal virou do avesso.
Também não é como se antes disso estivesse tudo perfeito, até pq não tem que ser, mas os incômodos e atritos eram muito mais por causa de terceiros e as consequências dessa convivência. Mas eu nunca imaginei que poderia viver a realidade que aquele 15/09 me trouxe.
Em nenhuma versão imaginada, em nenhum multiverso possível, eu pensaria em passar por essa queda.
A queda foi grande, dura, inimaginável... até agora eu não sei bem o que pensar. Voltei a fumar, desmaiei e a insegurança abriu a porta com força total.
Ouvi que as atitudes mostrariam o arrependimento, mas depois disso, eu vi atitudes que nunca tinha percebido, explosões, grosserias, posturas radicais.
Confesso que eu sigo aguardando a continuação das tais atitudes que demonstram o tal arrependimento.
Final do ano chegando e eu estou exausta emocionalmente, chorando quase todo dia e com uma vontade de só sumir.
Estou cansada de pensar, de falar, de me sentir insuficiente... estou tendo crises de ansiedade ao chegar em casa, na hora de dormir e as vezes, durante o dia também.
Olhando com os olhos da Gaby de alguns anos atrás, sei que eu ja teria desistido de tentar, já teria feito a cama de morada permanente, enrolada num edredom qualquer...mas a Gaby de agora não pode faltar. Não por escolha própria. Eu tenho que estar aqui para ser a melhor versão que posso ser para a minha pequena. Mas, ultimamente, está sendo uma tarefa muito mais difícil do que eu consigo sustentar...
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