Bem

Entre o turbilhão de pensamentos, uma notificação me chama atenção. Era ele me chamando...

Ei!

Oie.

Para onde nos atrai o azul? - ele me perguntou.

Eu não entendi, mas nem sempre nossas conversas seguem uma lógica. Acho que é por isso que falamos quase que o dia todo. Geralmente sobre músicas e sensações. Coisas aleatórias, como ele fala.

Que azul? - perguntei.

Ele disse, desapontado, que eu não conhecia. E eu não conhecia mesmo hahaha. Pedi que me explicasse e ele disse ser um conto que fala que apenas quando entendermos o azul teremos empatia. Ele sabia que eu iria gostar, afinal azul é a minha cor e eu sempre digo para ele que azul é a cor mais quente.

Com toda licença poética que nossas conversas possuem, fui eu falar sobre querer ser uma cor.

Eu disse: "Queria ser o azul. Nem sei se faz sentido isso, mas eu olho pro azul e acho lindo, profundo, imenso, tranquilo. Acho que por isso gosto tanto de ver o céu. O mar. Eu queria me sentir assim e mais, queria fazer com que as pessoas se sentissem assim ao me olhar. Algo bom. Algo absurdamente encantador."

Logo depois de enviar, reli e perguntei se fazia algum sentido ou se só parecia que eu estava drogada. Ele, como sempre, foi um querido e disse que eu era "algo bom e absurdamente encantador".

Como não sei receber elogios, impliquei. E ele, como sempre, sutil demais para me mandar ir a merda, reforçou que me vê dessa forma mesmo eu não aceitando.

- você que lute.

Concordamos em discordar e seguimos conversando aleatoriedades... É sempre assim nossas conversas, as vezes fazem sentido, as vezes não e tá tudo bem, né bem?


(Escorreu pelos dedos em 04/08/2020)

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